A PRESENÇA E O CARISMA

A PRESENÇA E O CARISMA

A presença pessoal é o modo como afetamos indivíduos ou grupos de pessoas mediante a nossa aparência física, nosso humor, nossas atitudes, nossa imagem corporal e nossa postura diante dos outros. Na prática é a forma como os outros nos vêem. Trata-se de um porte, de um “estado físico” capaz de transmitir e conquistar respeito e atenção.

Uma expressão dura pode afastar as pessoas, um comportamento excessivamente reprimido e acanhado pode mantê-las distantes e uma presença turbulenta/dominadora pode igualmente afugentá-las. O elemento-chave numa presença positiva será o do comportamento do tipo convidativo e “carismático”.

O que seria o carisma? Sob a ótica oficial é aquele que decorre do cargo, do título, tais como um presidente, o líder religioso e o “Doutor”. Temos o artificial que é atribuído pela mídia, muito comum nos esportes ao elogiar o desempenho de algum atleta ou divulgar o trabalho de algum político. Já o carisma conquistado é o que decorre da importância e resultados do trabalho na vida, é algo profundamente arraigado, não em dinheiro ou poder político, mas em realizações, grandeza e um senso pessoal que diz sempre “farei isso, não pelo que ganharei, mas pelo que poderei dar”.

Para conseguir interagir e ajudar na criação de um ambiente cooperativo e colaborativo, o importante seria dispor da essência do verdadeiro carisma, o do tipo conquistado. A pessoa que vê a outra como positiva, admirável e fatalmente atraente, pode estar reagindo aos indícios externos e visíveis do comprometimento íntimo dessa pessoa com a vida humana. A conseqüência é que ela segue, admira e respeita o verdadeiro carismático.

Portanto, a nossa presença e atitudes são decisivas para influenciar o comportamento daqueles que estão a nossa volta. Uma das conclusões pode ser a de se despir do orgulho, da arrogância, do apego aos títulos e rótulos, investindo seu tempo e talento na direção de fazer bem feito o que se quer fazer, sem a pretensão de agradar aos outros, agradará a todos.

A INTELIGÊNCIA PRÁTICA E A PRÁTICA DA INTELIGÊNCIA “UM TOQUE NA CUCA”

A INTELIGÊNCIA PRÁTICA E A PRÁTICA DA INTELIGÊNCIA “UM TOQUE NA CUCA”

“Não há nada tão assustador quanto a ignorância em ação”, dito por Johann Wolfang Von Goethe, pensador, escritor e cientista alemão. Consideramos este pensamento como uma provocação para “empoderarmos” a inteligência e não cair na cilada da arrogância que circunda a referência mencionada.

Para falar sobre o tema, trazemos o conceito moderno de inteligência prática que é “a capacidade mental de lidar com os desafios e as oportunidades da vida”. A primeira vista parece ser conceito muito amplo e teórico, mas pretendemos demonstrar que é possível sair do pensamento arcaico e mergulhar no dinâmico (que norteia a inteligência na prática).

O pensamento arcaico é o que pode ser chamado de “automático”, não é fruto de uma verdadeira reflexão, é um reflexo que se transforma em ações a partir de decisões tomadas e conclusões tiradas no passado. Já o pensamento dinâmico é de reflexão e não de reflexos (pré-condicionados), que respeita evidências, que é capaz de julgar e voltar atrás, que valoriza ideias como uma forma de riqueza, aceita o novo, o sutil; é evolucionário e aberto às formas de auto-atualização, de “reinvenção pessoal” e respeita os saberes diferentes.

Considerando tudo isso, cada frase pronunciada, cada opinião emitida, cada decisão tomada, cada ato praticado, cada ação empreendida, cada posição assumida sem o gerenciamento dos princípios, métodos e hábitos que caracterizam um alto nível de inteligência prática, pode testemunhar nossa falta de bom senso ou nossa incapacidade de produzir algo válido, melhor ou superior.

Em nossa opinião não devemos ficar questionando se somos inteligentes ou não, temos que ser dinâmicos e não agir de forma automática, investindo tempo e esforço para pensar. Assim temos algumas dicas: a) a leitura, a pesquisa e a experimentação ajudam a formar o convencimento para a tomada de decisão; b) é saudável ter próximo de si pessoas inteligentes para a troca de idéias; c) escolha a coisa certa para se fazer e não fazer certo a coisa errada, afastando a ignorância e a sofisticação da psicopatia; d) aplique os preceitos das outras inteligências tais como a social e emocional; e) as pessoas com perfil lógico e aquelas mais criativas têm o mesmo espaço desde que estejam na busca do pensamento dinâmico.

Em resumo a inteligência Prática é o resultado da sinergia entre diferentes atitudes, habilidades e hábitos mentais combinados que possibilita você praticar a inteligência, pensando de forma estruturada e aplicando o aprendizado considerando o ambiente que envolve a decisão e sempre na direção do objetivo maior do que você pretende fazer. Vai ai um “toque na cuca”.

ENSINANDO E ORIENTANDO PARA O RESULTADO

ENSINANDO E ORIENTANDO PARA O RESULTADO

Sempre com o olhar do otimista racional, buscamos provocar a reflexão sobre qual é o papel do líder para a obtenção dos resultados de sua equipe. A pergunta proposta é: se o líder não ensina e não orienta, quais são as possíveis conseqüências? A prática nos mostra que o comando distante do time provoca a quebra do relacionamento vertical da estrutura, ou seja, o liderado, “órfão” de acompanhamento, passa a agir de forma autônoma (a seu modo), podendo provocar erros (retrabalho). Outro possível efeito é a prevalência da autodefesa de cada subordinado, ora acusando o seu colega ora recorrendo ao chefe do chefe para denúncias. Em resumo, o trabalho é afetado por um “clima pesado” que gera desconfiança e insegurança.

Para alcançar os objetivos o líder deve montar o seu time ou assumir as pessoas que lá estão sob a bandeira de “conversar” muito com a turma. Este “papo” pode ser individual no primeiro momento, buscando conhecer melhor a pessoa e as principais características da mesma. Conhecendo todos, o responsável poderá aproveitar a complementaridade das competências.

Saber o resultado que se espera é fundamental, pois algumas metas são inatingíveis, o que pode levar o grupo à frustração. Vejam o quão importante é o líder, pois ele tem que negociar com o seu superior, ou se for o dono tem que ter bom senso, para definir padrões de trabalho desafiadores e que estimulem a todos. Na seqüência vem o dever de garantir os recursos necessários para a “labuta”.

Depois disso tudo vem a “abnegação” por ensinar e orientar os passos ao time e acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos, “trabalhando”. É isso mesmo o chefe também trabalha, atua na estratégia, na tática e dá suporte para a operação.
Imagine um bando de pessoas trabalhando sem ensinamento e orientação? Creio que temos alguns elementos que mostram a importância do comando e, ao final, o que se pretende é atingir as metas em um ambiente de trabalho bom. O bônus será o líder inspirando as pessoas, criando assim boas condições para o engajamento e é daí que surgem os seus seguidores/admiradores. O líder é o professor!

O Aluno Produzindo Conhecimento

O Aluno Produzindo Conhecimento

A ESCOLA PRÁTICA DA VIDA NA MÃO DA HISTÓRIA

Temos observado que há grande preocupação com a atual metodologia de ensino nas universidades, por estas não darem condições, hoje, para que os alunos “desempenhem” bem no futuro. O que temos é o prestígio em demasia às aulas teóricas, exigindo que os estudantes decorem a matéria, principalmente, para “passar” na prova. E depois o que acontece no dia a dia?
Para a nossa alegria surge a metodologia de ensino ativa, em que o aluno é o protagonista do processo de geração do conhecimento, ou seja, ele coloca e exercita o tema estudado na prática. Já dizia Confúcio (pensador e filósofo chinês): “o que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu compreendo.” Assim, fica evidente, que precisamos estimular a compreensão do que está sendo estudado para que haja mudança do hábito no “pós-aula”.

Segundo o professor norte-americano Mel Silberman, um de seus adeptos, “uma metodologia ativa de aprendizagem tem como premissa que apenas ver e ouvir um conteúdo de maneira apática não é suficiente para absorvê-lo. O conteúdo e as competências devem ser discutidos e experimentados até chegar ao ponto em que o aluno possa dominar o assunto e falar a respeito com seus pares, e quem sabe até mesmo ensiná-lo”. Estamos falando, também, de práticas similares às de um laboratório.
Parece que estamos começando a nos despedir do modelo convencional de aulas onde o professor é o protagonista e único conhecedor acerca do tema trabalhado, utilizando recursos audiovisuais com aulas expositivas e o aluno apenas fica atento para captar ao máximo o conteúdo. Vamos evoluir para o professor mentor, aquele que dirige e estimula o estudante para que ele faça as suas próprias descobertas.

O sistema de ensino, de um modo geral, tem experimentado o constante desinteresse pelas aulas tradicionais e, ao final, um aumento da evasão dos alunos. É nosso dever ajudar a mudar este cenário. Daí a nossa satisfação ao afirmar que a Escola Prática da Vida está na “mão da história”, ou seja, nascemos e seguimos alinhados com esta filosofia do ensinamento ativo com a maior participação e contribuição por parte dos alunos.

Recursos Humanos Ágil 3.0

Recursos Humanos Ágil 3.0

A área de recursos humanos, querendo ou não, necessita acompanhar os movimentos tecnológicos e culturais advindos das modernas práticas de gestão de pessoas integrando-se à Tecnologia da Informação. A transformação digital está proporcionando novas experiências aos clientes, exigindo mudanças no modelo de se fazer negócios. Para isso, as pessoas das empresas devem entrar em harmonia com essa nova forma de se relacionar com os seus Stakeholders (clientes, fornecedores, colaboradores acionistas, governo, etc.)

Nesse novo cenário, é necessário que os profissionais da empresa sejam preparados pelo RH hoje para uma visão de desempenho futuro. A responsabilidade do setor passa por conhecer e utilizar ferramentas que o tornam fundamental para conectar os talentos às estratégias da companhia, de forma muito mais ágil e eficaz. A evolução mencionada vem do modelo 1.0 (sem tecnologia, legalista e burocrático), passando para 2.0 ( treinamento técnico e gestão por competências) e chegando ao 3.0 (People Analytics e Business Partner).

Falando um pouco mais sobre o RH 3.0, este deve entender qual o tipo de negócio que ele está inserido e possuir conhecimentos que vão além da área, por exemplo, em finanças e estratégia. Este novo RH é aquele que está incluído na era digital e que usa as ferramentas tecnológicas a seu favor. Sua atuação exige análise estratégica e pensamento analítico, de modo que consigam engajar os líderes, auxiliando-os nas tomadas de decisões, sempre com a meta de alcançar resultados para as empresas e para os seus colaboradores.

Daí aparece uma enorme interrogação, sobretudo para os profissionais que vieram ou estão no mundo 1.0 e 2.0: e o ser humano onde fica nessa? Antes eram considerados números e agora são robôs? Claro que não, com a maior utilização da tecnologia para os trabalhos até então manuais, Recursos Humanos terá mais tempo para agir rápido e estrategicamente, além do que poderá atuar para o aumento das competências, denominadas soft: visão estratégica, liderança, criatividade, colaboração, produtividade e relacionamento, entre outras. Dessa forma, definitivamente, a área de RH acompanhará as transformações que ocorrem nas outras áreas da empresa. Vamos deixar de lado os ranços e entrar com tudo neste mundo novo?

A educação na prática integrando todas as gerações

A educação na prática integrando todas as gerações

Nesta semana desenvolvemos diversas atividades na Escola Prática da vida e, como sempre, tratamos de temas importantes para a melhoria do desempenho individual das pessoas, sob a ótica do comportamento, atraindo um público eclético e de gerações diferentes.

Experimentamos reações interessantes durante os eventos. Em um deles, em que abordávamos a necessidade de Decidir para insistir ou desistir de algo, uma das participantes, com mais de 50 anos de idade, empresária exclamou: “que a profundidade das perguntas que o professor fazia, levava a um nível de reflexão que até parecia questionamento de psicólogo e que se sentia uma jovem precisando de conselhos”. Em outro curso sobre a mudança do Mindset (mentalidade), uma Mestranda de 25 anos se empolgou com a nossa proposta de estimular os participantes a contribuir com o conteúdo da aula que chegou ao ponto de nos dizer: “quero aprender isso, gostaria de participar da inteligência da Escola Prática da Vida, além de aprender muito com os mais velhos que aqui estão, gostei deste público mesclado”. Em palestra para uma orquestra de igreja, com pessoas de diversas idades, uma adolescente de 13 anos, que toca violino, disse: “que legal estamos aprendendo como devemos nos comportar para viver melhor em sociedade”.

Como interpretar essas reações? Entendemos que as pessoas precisam umas das outras, que não é verdade que o jovem esqueceu o mais velho, tampouco que o experiente desdenha a inocência e imaturidade da juventude. O que está faltando é a oportunidade de juntar todas as gerações nas diversas atividades, de forma coordenada, para que se dê espaço para que se expressem e produzam em conjunto.
Outro dia, ao visitar uma grande empresa, a percepção do empresário, em princípio, foi a de que a Escola Prática da Vida era só para os jovens. A prática vem mostrando que todos precisam de atualização, tem lugar para todo mundo desde queiram e lutem por isso e, ao final, este empreendedor entendeu que trabalhamos para a melhoria do ser humano, por humano que ele precisa ser.

Estamos cada vez mais motivados a inundar o mercado com conhecimentos e gerando dúvidas para incentivar a pesquisa para a adoção de ações práticas para a melhoria do comportamento a favor de grandes resultados para as pessoas e para as empresas, considerando todas as idades e pensamentos.

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